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Departamento de Práticas Pedagógicas

O Departamento de Práticas Pedagógicas (DPP), adstrito ao ISCED-LUANDA, é um órgão que tem como missão a formação de competências aos futuros professores das diferentes áreas curriculares, é transversal aos vários Departamentos de Ensino e Investigação e possui duas repartições: Repartição de Planificação e Repartição de Apoio e Acompanhamento.

A Prática Pedagógica é uma área curricular que faz parte dos diversos planos curriculares do Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda, cuja finalidade é a profissionalização de alunos-mestres para a docência. É de sublinhar que ela deve ser uma actividade planificada, sistematizada, faseada e consciente em que o aluno realiza as actividades sob orientação do professor formador, com vista à aquisição de hábitos, habilidades e competências conducentes ao exercício docente.

O Departamento funciona com uma chefe do Departamento (Prof. Celeste Sambeny) e um(a) técnico(a)/secretário(a) que coadjuva a chefe nas diversas tarefas do mesmo.

Corpo docente

Por se tratar de uma área transversal, os docentes são provenientes de todos os departamentos onde funcionam os cursos do ISCED – Luanda.

Parceiros

O DPP tem contado com a parceria da Direcção Provincial da Educação de Luanda, no que concerne à autorização para a realização das práticas pedagógicas e estágios pedagógicos nas distintas escolas de Luanda, e com a parceria e autorização destas mesmas escolas.

O DPP conta também com a parceria do Instituto Superior “João Paulo II”, fundamentalmente na troca de experiências para a concepção de planos curriculares e conteúdos didácticos.

Vantagens da Prática Pedagógica

O exercício da prática pedagógica é visto como um meio eficaz que conduz o aluno ao saber, ao saber fazer e ao saber ser, aproximando-o a realidade e permitindo-lhe aprender fazendo (ex: aprender a aprender, a raciocinar, a comunicar).

Através das práticas pedagógicas adquire-se requisitos de um bom professor ou educador tais como: o domínio da disciplina que lecciona, o domínio metodológico (ou melhor, a competência pedagógica), a motivação para ensinar e o horizonte cultural. O processo aquisitivo resulta do conhecimento que o professor tem sobre os conteúdos de ensino e do modo como os mesmos se transformam em ensino/aprendizagem.

Para se tornar um bom professor é preciso aplicar um conjunto de exercícios ou aprendizagens, conhecer o momento da formação e o exercício profissional, que pressupõe um professor capaz de vivenciar a sua actividade com maior autonomia e competência, organizar projectos educativos, produzir e utilizar os diferentes saberes compreendendo as suas singularidades, porque não existem indivíduos nascidos professores, predestinados e possuidores de capacidades inatas.

Na sua análise o professor deve ter em conta as qualificações académicas que são o saber e o saber fazer, objectos de uma transmissão ou transparência e as práticas pedagógicas que são as metodologias e técnicas que se utiliza para o exercício da actividade profissional. Por isso a prática pedagógica deve ser concebida como um exercício excelente e abrangente que possibilita ao aluno futuro professor, ou mesmo trabalhador-estudante, verificar, descobrir, interrogar e aplicar teorias adquiridas ao longo da sua formação.

A prática pedagógica deve consistir em actividades que passam pelas observações dos factos pedagógicos, psicológicos, organizativos, sociológicos, culturais, etc., para ensaios e realizações pessoais através dos relatórios, das reuniões com os encarregados de educação, das aulas propriamente ditas, dadas e comentadas pelos alunos, numa avaliação e auto-avaliação integrada e permanente sob a orientação do formador ou colectivo de formadores. A prática pedagógica deve contribuir para o aperfeiçoamento do desempenho pedagógico dos alunos-mestres.

O processo de desempenho pedagógico caracteriza-se pela boa e correcta aquisição de competências, que são estruturas mentais prévias no desempenho de qualquer natureza de trabalho. Este processo consiste na articulação dos seus indicadores tais como: os métodos, os conteúdos, os objectivos, conhecer manuais escolares, as normas, as orientações metodológicas, regulamento das relações internas entre as instituições, o projecto pedagógico do curso de formação de formadores, unidade entre professores que leccionam as disciplinas de pedagogia, psicologia e metodologia, integração da carga oraria dos cursos de formação e outros instrumentos relativos a educação e ensino nas instituições escolares.

O desempenho pedagógico é uma actividade que incentiva os alunos, os futuros professores a serem capazes de utilizar as suas capacidades e seus recursos e ter consciência dos efeitos da sua actuação na aula, realiza-se através de uma prática pedagógica orientada e de seminários de formação proporcionando a aquisição de saberes profissionais e competências.

O desempenho pedagógico esperado do aluno-mestre deve ser planificado em cada etapa da prática pedagógica (observação, experimentação, avaliação e estágio pedagógico) e, para tal é necessário que exista um quadro referencial de competências a formar no formando, tendo em conta o contexto de actuação ou a realidade das nossas escolas, os nossos desafios para a profissão docente, o estatuto da carreira docente, bem como a lei de base para o ensino em Angola.

Identificadas as competências, estas devem ser decompostas nas tarefas e actividades para que fique facilitada a organização e planificação das aprendizagens ao longo das diferentes etapas da prática pedagógica e, para que sejam avaliáveis neste processo, convém também considerar as representações que os alunos constroem a partir das experiências vividas ao longo da realização da prática pedagógica, ter em conta o ponto de vista dos alunos sobre a sua integração profissional em relação a satisfação das suas expectativas enquanto formandos. A consideração destes aspectos permitirá que a prática pedagógica como modalidade de formação contribua para uma prática reflexiva e para a profissionalização docente.

Esta área de formação facilita aos futuros professores a aquisição dos conhecimentos práticos, com base nos conhecimentos teóricos já tratados nas diferentes disciplinas do seu plano curricular, primando pela formação de competências. No fim da formação os formandos estão capacitados a enfrentar o mercado de trabalho imprimindo uma nova dinâmica e ajudando os antigos docentes a actualizarem-se, tendo em conta a dinâmica de mudanças do sistema de ensino.

Actividades Científicas

O DPP, devido ao amplo raio de acção, tem realizado várias actividades envolvendo estudantes dos vários ciclos de formação (1º, 2º, 3º e 4º anos), bem como professores, para proporcionar uma visão profunda da finalidade da prática docente. Entre as diferentes actividades, o Departamento tem realizado:

  • Acções de formação com a participação dos professores orientadores da prática docente, professores de prática das escolas de aplicação, alunos mestres e responsáveis da Inspecção nacional e provincial.
  • Semanas pedagógicas.
  • Reuniões do conselho cientifico do departamento.
  • Participações em jornadas cientificas do ISCED.
  • Produção e distribuição de material de suporte pedagógico aos professores de práticas do ISCED e alunos-mestres.
  • Seminários de capacitação e superação aos professores de práticas das escolas primárias e secundarias normais e técnicas.
  • Participação em eventos de âmbito nacional e internacional.

Áreas de Investigação Cientifica

O Departamento de Práticas Pedagógicas na sua transversalidade centra o processo de investigação científica no seguinte:

  • Observação e análise de situações educativas;
  • Observação e acção;
  • Intervenção educativa;
  • Estudos multidisciplinares;
  • Estratégias de formação de formadores.

Projectos Futuros

De acordo com as necessidades de aperfeiçoamento dos serviços do DPP, pretendemos projectar o seguinte:

  • O envolvimento de mais escolas primarias e secundarias no processo de práticas pedagógicas;
  • O incentivo à Direcção do ISCED em colaboração com a Direcção Provincial da Educação de Luanda na criação de escolas anexas;
  • Acções de troca de experiências nacionais e estrangeiras com instituições congéneres;
  • Acções de formação com os vários intervenientes do processo de formação de formadores com vista a tornar a prática pedagógica mais profissionalizante.

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